quarta-feira, 23 de julho de 2008

Ao Mestre com Carinho


Salmitadas II

Esse maldito estudante que vos escreve se recusa a chamar o evento de ontem de despedida!

Terça, dia 22/07, picanha do miguel...

O engraçado desse encontro era a expectativa em torno da presença do professor Ricardo Salmito que, mesmo sendo confundindo com o garçom Aragão, esbanjou simpatia e aos poucos foi, como é inerente aos monarcas, se socializando e interagindo com a galera que estava presente. As apimentadas Polly - que ontem estava envenenadamente publicitária – e Rebeca, que se entreteve entre a cerveja e a pizza, estavam como sempre; presentes e ativas.

Depois dos devidos “boa noites” e “como vai?”, a cerveja foi ficando meio amarga com os questionamentos acerca da saída do professor, agora, seria o outro lado a ser ouvido e todos poderiam tirar as dúvidas que cercavam a saída de uns dos professores mais bem avaliados pelos alunos.

E ele realmente as tirou.

É preciso que se diga que o professor Salmito nunca declinou “da” ou “na” instituição. Em nenhum momento ele descumpriu as orientações da instituição, o que fazia dele um funcionário exemplar. Os questionamentos que levantava entre os professores e com a direção eram legítimos, porém, mesmo não sendo devidamente discutidos, ele cumpriu com o que lhe foi pedido (como o absurdo do ponto nas férias). Postura de um funcionário correto.

O que parece para nós, alunos ainda – diga-se de passagem – indignados, é que a saída do professor Ricardo Salmito é um questão pessoal do nosso gestor (Degas). Ele talvez não tenha tido um professor tão bom em Stanfort e tenha se sentido ofendido com a qualidade do Salmito ou então os questionamentos estavam se tornando pertinentes e o gestor achou por bem sanar a voz que poderia se espalhar entre o corpo docente. Talvez até o fato de ser mestre e um dos professores mais antigos da Fanor tenha pesado financeiramente na saída do Salmito.

Enfim, o fato é que pudemos constatar que estávamos certos em nossas indagações e a faculdade foi ingênua em pensar que não nos contando não saberíamos os reais motivos da saída do professor Salmito da Fanor. O que deixamos pra intituição é nossa pena; coitada da Fanor que não terá mais um professor como o Ricardo Salmito integrando seu corpo docente.

A pergunta que você faria:
“Coitado de nós que não teremos mais o Salmito como nosso professor!”
Errado!

Temos sim o Salmito como nosso professor. A relação aluno-professor está além das barreiras e dos muros. Não é um palco - como a sala de aula - que fará do Salmito um mestre. A relação se torna uma troca de experiências onde não há mais relação de poder! A saída do Ricardo Salmito da Fanor implica no ganho de um amigo dos alunos que puderam ter a oportunidade de tê-lo como professor. Na verdade não saímos tão prejudicados, não é a Fanor nem os muros que nos manterão longe do nosso professor.

Voltando ao Bar

Voltemos senhores, ao âmbito do circo, do festejo... A noite foi agradável e não desperdiçamos muito tempo falando dos vacilos da instituição, pudemos também apreciar alguns momentos interessantes. O nosso Afonsinho, movido também pela cerveja gelada, externou sua história na instituição e agradeceu ao professor a mudança que ele fez em sua vida acadêmica. Segundo Afonsinho:

Cara você é um mestre e me ensinou muito (com os dedos apontados pro Salmito).

(Vale lembrar que o professor doou o primeiro livro para o projeto de acervo virtual do D.A. O livro se chama “Maio de 68” da série Encontros, editora Azougue. Inclusive disponibilizamos as fotos do encontro no perfil do diretório no Orkut.)

O papo foi ótimo, animado e a cerveja “geladíssima”. O que foi dito a mais desceu nos goles suaves da Antáctica gelada, embora a Boêmia seja bem melhor...

Professor Obrigado!

Alexandre Grecco
[D.A de Comunicação da Fanor]

quarta-feira, 16 de julho de 2008

II Ato

Hoje, dia 16 de Julho, declaramos oficialmente a reedição do Dia do FICO.

Lembram das aulas de História que o professor falava do Brasil colônia e tal? Em geral eram chatas, aquela disputa toda, nego atrás de pau brasil, nos moscada (adorava pronunciar isso), indiazinhas pró ativas, enfim, belezuras do Brasil varonil...

Sem mais histórias pra português ver (me perdoa o trocadilho), temos hoje a confirmação da permanência do nosso querido professor Leonardo Sá (que não vinculo foto por que não sei seu preço de direito de imagem, enfim). Sim, ele permanecerá conosco, mantendo a mesma linha e sem se deixar abater.

Mas...

É necessário que saibamos que ele não dará mais algumas cadeiras, porém cobrirá a vaga em seminários avançados, que era do Salmito e se dedicará à uns novos projetos, propostos por ele mesmo.

Pé na Estrada

Continuará e provavelmente em Outubro será a nova edição, a galera vai pra PIPA. Demais né? Conhecer um projeto bacana pelas bandas de Natal.

Projetos pela Cidade

O Léo vai levar a galera pra conhecer alguns projetos que fazem diferença na cidade. Desde o Serviluz ao Pirambu, a galera vai interagir e conhecer um pouco do que fazem por aí. Tudo ligado a comunicação. Vai rolar também umas palestras que estão diretamente ligadas a esses projetos.

Na Fanor

5 vagas pra TCC e a cadeira de seminários avançados.

Valeu galera, é o recomeço...

[Diretório Acadêmico]

terça-feira, 15 de julho de 2008

Ato I

Salmitadas


Bem, ontem, em nossa digníssima faculdade, tivemos nosso primeiro encontro com a direção da Fanor. Visto que o clima estava instável, sujeito a fortes chuvas e trovoadas, os alunos de comunicação foram munidos de guardas-chuvas de idéias e muita pimenta na boca. Primeiro com nosso amigo Victor Furtado, que logo no início da reunião foi repelido por nosso gestor: Sr. Degas de Stanford:

- Acho melhor não filmar, sabe-se lá o que vocês podem editar, é desconfortável essa situação...
- Porque? (Victor com a câmera em big hiper close up) O senhor tem medo?

Ele não tinha? Pelo que se viu tinha, inclusive um nervosismo crônico, vai ver que é falta de experiências que valem apena. A reunião começou assim, tensa, na mira estavam Degas, Damatta e nossos queridos senhores do silêncio: Vânia Tarja e Nilton.

Degas quis ouvir o que queríamos falar com ele, talvez tenha se esquecido dos últimos 10 dias, onde os alunos da faculdade entupiram seu e-mail e portal com questionamentos e protestos contra a saída do professor Salmito, que provou o porque da monarquia e se comportou, durante esses dias, com extrema ética, digna dos reis de contos de fadas. A reunião começou com as fracas explicações acerca da saída de Salmito e provável de Leonardo Sá. A direção não quis dizer os motivos, disse apenas que os professores não são apenas avaliados pelos alunos, mas que existem outros critérios quantitativos que viriam a ser mais relevantes que nossas explanações qualitativas. Talvez existiu no ar um coisa meio: O Salmito e muito blá blá blá... Filósofo que muito fala e pouco faz. Talvez eles tenham se esquecido do que faz um verdadeiro professor, aliás, esqueceram; o sr Degas falou muito bem da educação americana, onde ele fez “MBA”, o que e isso? Curso técnico?
Todo mundo se expressou e, por vezes, foi impossível manter a calma da galera, que, mais do que correta, anarquizou o ambiente e mostrou quem realmente tem voz. A todo momento, Degas e Cia foram bombardeados por perguntas venenosas que, em sua maioria, voltaram sem nenhuma explicação plausível. Damatta segurou as pontas do gestor, fez uma de articulador, e com muita maestria não deixou que o Degas entrasse pelo cano...

... Opa, um adendo, ontem tivemos a visita de um grilo na sala 12, parece que nossa instituição anda realmente grilada com os ataques da galera...

... Enquanto isso em Stanford, a coisa andava preta, o fanzine libertário do nosso amigo Gladson Caldas que foi, em todas as páginas, bem “malino” (como vovó já dizia) e deixou o Degas na saia justa. Ele diz que se sentiu desmoralizado, chamou o fanzine de “uma porrada”. Gladson se mostrou um grande boxer e com seu Fanzine “Coquetel Molotov” nocauteou a galera meio “dark side”.

Megafone

Realmente a galera veio afiada pra discussão. Vale lembrar a disposição da nossa Polly, que foi bem afiada e botou na parede tanto o Damatta quanto o Degas, que mais uma vez NÃO SOUBERAM RESPONDER a maioria das perguntas que lhe foram despejadas pelos alunos. Outra figura que detonou na reunião foi a aluna Rebeca, que incendiou o fórum e denunciou o apagão do fórum Fanor. Se não bastasse os apagões aéreos, temos também os apagões da web...

... Ops, vale lembrar outro diálogo fantástico do rapaz promissor; Sr. Degas (ele não gosta que lhe chamem de senhor):

- Por que apagaram todos os posts do fórum do Salmito? Por que nunca apagaram as nossos posts normais, mas justamente o do Salmito vocês apagaram.
- Isso não é verdade – diz o sr Degas – Se isso aconteceu é por que alguém apagou!

Diante dessa resposta eu lembro um piada do Fco Dário:

“Vinham dois doidos que há muito não se viam. Quando um olhou pro outro disse:
- Opa compadre faz tempo que não lhe vejo, o que aconteceu contigo?
- Ah! Você não ficou sabendo?
- Não
- Eu descobri que sou São Pedro e sabe quem me disse? Jesus me disse isso.
- Eeeeeeeeuuuuuuu disse isso?"

O nosso presidente também foi digno de nota, as duas vezes que se pronunciou foi conciso, habilidoso e extremamente inteligente, não foi a toa que foi aplaudido calorosamente quando questionou que tipo de identidade podemos criar, junto a faculdade, se a cada dia existem novos professores. A galera pronunciou o nome de todos os professores que deixaram a instituição, foi um momento muito legal.

Reta final

O saldo foi positivo, a faculdade abriu as portas e está imbuída (promessa do Degas) em criar junto com os alunos, uma faculdade mais criativa e menos segregadora. Agora, teremos um acesso maior as decisões e nada vai nos escapar como antes. Mesmo assim, os olhos continuarão abertos e atentos aos deslizes que a Faculdade possa vir a cometer e fica, para nós, alunos de Comunicação, a obrigação de fazer valer apena a experiência Fanor. Não é difícil, se nos unirmos e contarmos com a boa vontade da direção nada impedirá que os futuros vínculos e projetos possam vir a revolucionar a Fanor.

Quanto a direção; meus parabéns, vieram realmente nos ouvir, ouviram e prometeram mudanças. Degas, embora nervoso, se portou bem e deixou claro que as coisas mudarão. O D.A esteve em peso na reunião e mostrou a força de sua voz que, aliada a dos estudantes forma sim o verdadeiro Diretório Acadêmico. Parabéns a todos e salve salve Salmito...


Alexandre Grecco [D.A de Comunicação Social da Fanor]

sexta-feira, 11 de julho de 2008

"Sindbar" abre as portas.



Ontem, dia 10/07, os alunos de Jornalismo compareceram em peso no "sindibar", que é uma extensão do nosso querido Sindjorce - Sindicato dos Jornalistas do Ceará.




A noite foi de muito bate-papo no projeto Conversa Afinada que uma vez por mês trará um tema para ser discutido. Nesse mês, a conversa foi com os blogueiros Roberto Maciel do blog "Sobretudo" (http://www.sobretudo.blogueisso.com/) e Leonardo Fontes (http://www.blog.blogueisso.com/).




Depois da conversa Márcio Fernandes e banda ficaram na responsabilidade de manter o som.
Segunda-feira, dia 14/07, vamos publicar algumas fotos e o relato do dia, tudo no blog de Jornalismo: www.diretoriajornalismo.blogspot.com Confiram!




[D.A de Comunicação Social]


quarta-feira, 9 de julho de 2008

Salmito, terrorista?


Senhores, como todos sabem, o professor Ricardo Salmito foi demitido, o que causou um levante da alunos revoltados na Fanor. Como se não bastasse, a Fanor além de reduzir a grade (sem discutir com os alunos), empurrar aulas on-line, entupir as salas de aula (que não tem estrutura para isso) e manter o aluno longe das discussões acerca dos rumos da faculdade, ela passou a demitir os profissionais que ainda mantém o nível do curso de comunicação lá em cima.
Pelo que soubemos, na quinta-feira, dia 04/07, a Fanor assinou e assumiu o possível ciclo de má vizinhança. Assumindo posição contrária aos estudantes. Pode ser um absurdo, mas coincidentemente a data em que nosso digníssimo Salmito foi chutado da faculdade é o dia da independência dos E.U.A. Parece besteira, mas o que os Estados Unidos da América teriam de parecido com nossa Fanor?
Os debates acerca das posições arbitrárias dos E.U.A pelo mundo afora vem sendo polêmico. A invasão do Iraque, do Afeganistão... Aliás, a invasão americana contra os afegãos é complexa, os E.U.A bancaram as organizações afegãs no meado dos anos 80 ou 90, enfim, não me recordo bem da data, munindo de metralhadoras potentes, canhões estrondosos e tanques megalomaníacos os radicais afegãos aí, como se não bastasse, vem o Bush filho e ataca o pessoal que antigamente foi aliado, chamando a galera das arábias de terroristas.
Já pensou o Salmito de armas e bombas nas mãos? Se bem que conhecendo nosso professor, ele tem sim essas armas, mas joga limpo, por que as metralhadoras do professor disparam sabedoria. Talvez seja ele um terrorista, homem bomba, o fato é que ele foi arrancado dos alunos, assim como os muitos iraquianos e afegãos foram arrancados de suas casas, talvez até de sua pátria sem saírem do lugar.
Mas, como a história infelizmente só é contada na visão dos vencedores, vamos recordar uma situação em que o poderio americano entrou pelo cano? Lembram (acho difícil) a guerra do Vietnam? Muita gente sonha achando que foi o rambo quem venceu a guerra, mas não! O vitorioso foram os vietcongues (não sei se é assim que se escreve), eles saíram vitoriosos com seu poder bélico irrelevante e seu povo "mirradinho". Como venceram a potência americana? Como conseguiram se impor sob aquela chuva de bombas "Napalm"? Com criatividade senhores e senhoritas, criatividade!
Assim vem agindo os alunos da Fanor, usando as ferramentes que lhe cabem para poderem fazer valer suas vozes. Através de e-mails, mensagens no portal, mensagens pessoais, enfim, uma infinidades de "web ataques" que aos poucos estão derrubando um muro. Através de nossa organização poderemos quebrar alguns tijolos e por que não acabar com o muro e, lá do outro lado, nosso querido terrorista Salmito poder voltar a nossa convivência?
Bem, pra isso, estejam todos na segunda-feira que vem, dia 14/07, na Fanor as 19:00, munidos de armas pesadas, como criatividade e voz. Vamos conversar com nossos diretores e dizermos nossas decepções. O D.A de Comunicação Social estará em peso, junto aos estudantes, para discutir e debater as questões que aflingem os alunos de comunicação da Fanor.
Até lá galera,
Alexandre Greco [D.A de Comunicação Social da Fanor]