Esse maldito estudante que vos escreve se recusa a chamar o evento de ontem de despedida!
Terça, dia 22/07, picanha do miguel...
O engraçado desse encontro era a expectativa em torno da presença do professor Ricardo Salmito que, mesmo sendo confundindo com o garçom Aragão, esbanjou simpatia e aos poucos foi, como é inerente aos monarcas, se socializando e interagindo com a galera que estava presente. As apimentadas Polly - que ontem estava envenenadamente publicitária – e Rebeca, que se entreteve entre a cerveja e a pizza, estavam como sempre; presentes e ativas.
Depois dos devidos “boa noites” e “como vai?”, a cerveja foi ficando meio amarga com os questionamentos acerca da saída do professor, agora, seria o outro lado a ser ouvido e todos poderiam tirar as dúvidas que cercavam a saída de uns dos professores mais bem avaliados pelos alunos.
E ele realmente as tirou.
É preciso que se diga que o professor Salmito nunca declinou “da” ou “na” instituição. Em nenhum momento ele descumpriu as orientações da instituição, o que fazia dele um funcionário exemplar. Os questionamentos que levantava entre os professores e com a direção eram legítimos, porém, mesmo não sendo devidamente discutidos, ele cumpriu com o que lhe foi pedido (como o absurdo do ponto nas férias). Postura de um funcionário correto.
O que parece para nós, alunos ainda – diga-se de passagem – indignados, é que a saída do professor Ricardo Salmito é um questão pessoal do nosso gestor (Degas). Ele talvez não tenha tido um professor tão bom em Stanfort e tenha se sentido ofendido com a qualidade do Salmito ou então os questionamentos estavam se tornando pertinentes e o gestor achou por bem sanar a voz que poderia se espalhar entre o corpo docente. Talvez até o fato de ser mestre e um dos professores mais antigos da Fanor tenha pesado financeiramente na saída do Salmito.
Enfim, o fato é que pudemos constatar que estávamos certos em nossas indagações e a faculdade foi ingênua em pensar que não nos contando não saberíamos os reais motivos da saída do professor Salmito da Fanor. O que deixamos pra intituição é nossa pena; coitada da Fanor que não terá mais um professor como o Ricardo Salmito integrando seu corpo docente.
A pergunta que você faria:
“Coitado de nós que não teremos mais o Salmito como nosso professor!”
Errado!
Temos sim o Salmito como nosso professor. A relação aluno-professor está além das barreiras e dos muros. Não é um palco - como a sala de aula - que fará do Salmito um mestre. A relação se torna uma troca de experiências onde não há mais relação de poder! A saída do Ricardo Salmito da Fanor implica no ganho de um amigo dos alunos que puderam ter a oportunidade de tê-lo como professor. Na verdade não saímos tão prejudicados, não é a Fanor nem os muros que nos manterão longe do nosso professor.
Voltando ao Bar
Voltemos senhores, ao âmbito do circo, do festejo... A noite foi agradável e não desperdiçamos muito tempo falando dos vacilos da instituição, pudemos também apreciar alguns momentos interessantes. O nosso Afonsinho, movido também pela cerveja gelada, externou sua história na instituição e agradeceu ao professor a mudança que ele fez em sua vida acadêmica. Segundo Afonsinho:
Cara você é um mestre e me ensinou muito (com os dedos apontados pro Salmito).
(Vale lembrar que o professor doou o primeiro livro para o projeto de acervo virtual do D.A. O livro se chama “Maio de 68” da série Encontros, editora Azougue. Inclusive disponibilizamos as fotos do encontro no perfil do diretório no Orkut.)
O papo foi ótimo, animado e a cerveja “geladíssima”. O que foi dito a mais desceu nos goles suaves da Antáctica gelada, embora a Boêmia seja bem melhor...
Professor Obrigado!
Alexandre Grecco
[D.A de Comunicação da Fanor]



