Já se passaram os meses de agosto e setembro, estamos em meados de outubro e tenho que concordar com o Grecco: a sensação é de um esvaziamento em nossa Faculdade. Muitos que estavam conosco no semestre passado sumiram, alguns partiram para outras instituições por não estarem mais contentes com a Fanor e outros simplesmente pararam por diversos motivos.
Eu mesmo quase tive que trancar movido pelo o motivo mais comum, dificuldade financeira. Com isso tive que ficar trabalhando por dois meses em cidades do interior para assim poder me matricular. É a vida de um brasileiro comum que não quer desistir nunca.
Mas confesso que meu retorno à normalidade da Faculdade me deixou preocupado. Nestes dois meses que estive trabalhando no interior freqüentei sempre às pressas minhas aulas, vi alguns problemas e situações, muito mais com espectador do que um representante do D.A. É difícil ver as coisas erradas e não ter tempo para ajudar a resolvê-las por causa da pressão dos compromissos profissionais assumidos.
O que vemos é um desanimo geral, dos alunos, dos professores, dos estagiários, dos donos dos bares e, se duvidar, até das coordenações. É por causa desse novo calendário, e das mudanças dos professores, da falta de estrutura, da saudade de nossos antigos colegas e professores.
É difícil, está difícil.
Mas foi esta faculdade que escolhi estudar, não por causa do Degas ou do Da Mata, mas por uma Historia que tinha ouvido por amigos que aqui tinham passado. Historia de qualidade de educação, de convivência agradável, e de infra-estrutura adequada; e, particularmente, é aqui que quero me formar.
Eu, você, todos nos temos três opções. A primeira sair da Fanor, esta eu não cogito; a segunda ficar calado e fingir que nada esta acontecendo, deixar para lá e aceitar todas esta mudanças que não fomos consultados; já a terceira é fazer o que nós brasileiros sabemos fazer de melhor: não desistir nunca e continuar lutando pela nossa Faculdade, uma instituição mais democrática, mais parceira, e fundamentalmente de qualidade e para fazer com que a nossa convivência seja prazerosa.
Este é meu sonho, e se puder não acordarei enquanto não se tornar uma realidade.
Laurence Bisol
Presidente do D.A