quinta-feira, 15 de maio de 2008

Valeu a pena a experiência

Experimentar não é absorver situações e se calar diante dos questionamentos que nos surgem, muito pelo contrário, experimentar é adquirir mais formas de estar no mundo e absorver um pouco mais das outras pessoas. A experiência meus caros, muitas vezes, podem ser faróis que se voltam pra trás, em tentativas desesperadas de se apegar ao táctil, explorado, gasto. Experimentamos essas explosões de novidades nos últimos 40 dias (segundo meus falsos cálculos), onde, levantando bandeiras de resistência, pudemos nos entregar a arte de se fazer um movimento estudantil.

Não, não fizemos passeatas, mutirões, guerrilhas, aliás, fizemos sim, nossa micro guerrilha, que não se impôs com armas, qualquer que fosse, mas que se mostrou firme nas idéias, como sempre ressaltou o companheiro Arquimedes. Estávamos munidos de paixão, certeza, indignação e um pouquinho de loucura, pra temperar o baião de revolução que ressôo nos corredores da Faculdade. A rádio peão, as reuniões em lugares abertos, algumas vezes fugindo da chuva, se esquivando dos pingos, mas com os ouvidos/mentes ali se renovando nas palavras do Laurence Bisol, que inflamou as reuniõess e debates.

Uma vitória fácil? Chapa única, primeiro movimento conciso no curso de comunicação, isso não é motivo para se comemorar? Talvez sim, talvez não... É por que conseguimos agradar a maioria, ou por que conseguimos agregar valores que necessitavam ser encaminhados. Mas ao mesmo tempo, no momento que não há chapa rival, fica um certo desânimo pela falta de oposição inteligente, que possa vir a somar nos debates, afinal, como diz Nelson Rodrigues; toda unanimidade é burra!

Mas quanto às burrices, deixemos com os veterinários, eles sim são especialistas nesses animais simpáticos. Agora o compromisso é com urnas, embora só tenha um nome, a eleição continua existindo. Não vamos deixar que essa Zona Autônoma Temporária (TAZ) caia no esquecimento ou simplesmente se apague, se torne apática e acomodada. Vamos sim, lutar pelo que estamos conseguindo com pequenos, porém importantes passos, e quem sabe nesse jogo da amarelinha possamos alcançar o céu (se é que você me entende).

[Alexandre Grecco - Diretor de Cultura]

Nenhum comentário: