quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Levantamento

A faculdade aparentemente continua a mesma, falo isso aqui, da mesa de xadrez que colocaram perto das lanchonetes, me parece que realmente leram o zine do Gladson. A luta terá sido cega? Acho que não, pelo menos despertamos em alguns um receio do porvir. Parece-me que muitos alunos resolveram trocar de faculdade e tentar experiências em outros locais, o que na verdade não mudará lá muita coisa. Nossa organização não chega aos pés da organização deles. O que podemos tirar de lucro até então?

Bem, conseguimos uma sala, que embora não saibamos onde será (espero que dentro da Fanor ao menos) temos a certeza que representará uma vitória importante para os alunos de comunicação, teremos o nosso espaço para interagirmos e montarmos discussões que gerem resultados concretos em ações organizadas. Conseguimos uma aproximação entre a direção e o D.A, conseguimos já um debate, que embora confessemos termos pecado em alguns quesitos organizacionais, foi de certa forma, um sucesso comentado inclusive por um dos convidados, a jornalista Deborah Lima.

Há ainda algumas metas que seguem o calendário do grupo, o início da agenda de cobranças e discussões, onde discutiremos com os alunos alguns assuntos pertinentes ao curso de comunicação social, temos a calourada e o trote solidário, que serão realizados no mesmo dia, com certeza, um evento novo em matéria de entretenimento em fortaleza.

Bem, me despeço esperançoso, torcendo por uma maior aproximação dos estudantes com o diretório acadêmico. Estamos trabalhando firme, conscientes das nossas dificuldades, mas munidos de muita criatividade e arrojo.

Alexandre Grecco
[D.A de Comunicação]

Um comentário:

marcelobraga disse...

O Ministério da Educação quer mexer na estrutura dos cursos de jornalismo para permitir que outros profissionais possam, em menos tempo, completar sua formação e atuar na área sem precisar cursar inteiramente uma faculdade de comunicação. Uma comissão para estudar mudanças nas diretrizes curriculares do curso deverá ser formada nos próximos dias.

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De acordo com o ministro da Educação, Fernando Haddad, a idéia é permitir que, por exemplo, um economista formado possa fazer apenas as disciplinas de um "núcleo duro" dos cursos de jornalismo, algo em torno de dois anos, para poder obter o diploma. "O jornalismo é um bom caso para essas mudanças, mas não o único. Poderá abrir caminho para outros", disse o ministro.

Haddad ressaltou que o ministério não vai entrar na discussão sobre a obrigatoriedade do diploma, que está sendo tocada pelo Ministério do Trabalho. Mas pretende fiscalizar com rigidez os cursos de comunicação. A área é a próxima a passar pelo processo de avaliação feito já em Direito, Medicina e Pedagogia.

Nos próximos meses, os cursos com avaliações ruins serão visitados e terão que assinar termos de saneamento de deficiências com o MEC. "A comunicação tem uma conexão direta com a questão democrática, assim como o direito, a medicina e a pedagogia", defendeu Haddad, afirmando que um bom jornalismo, como bons médicos, boas escolas e bons advogados, é parte fundamental da democracia.