quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

FELIZ NATAL E PRÓSPERO 2009

Caros Companheiros,

O ano de 2008 está terminando, e o Natal se aproximando, é hora de refletir-mos e com sinceridade sobre a nossa contribuição para um país melhor e mais jutos para todos, um país onde tenhamos acesso á saúde, educação, lazer, trabalho, uma melhor distribuição de renda, sem desigualdades, um país realmente JUSTO.

Neste ano que se passa, a gestão TAZ do Diretório Acadêmico de Comunicação da FaNor deixa uma marca inconteste, que foi a marca da superação, dedicação, trabalho em prol dos nossos companheiros acadêmicos de comunicação da FaNor e de todos.

Reconhecemos que podería-mos ter feito muito mais, porém, o que foi feito podemos considerar que é o começo de uma nova era para os nossos estudos.

Lembra-mos o maior feito da nossa gestão que foi a realização da Semana de Comunicação onde pela primeira vez na sua história teve um tema, "Milton Santos, a natureza do espaço", um tema que serviu e serve para refletir-mos muito a situação em nosso país e no mundo, afinal, assim quando receber-mos nosso canudo é uma certeza de que seremos mais um intelectual à frente para mudar e melhorar o nosso país.

Mas lembramos também que a luta em transformar a FaNor um local digno de um acadêmico continua, não para por aí.... inúmeros problemas ainda continuam a nos rondar.

Problemas como Aulas OnLine, HORÁRIO UNIFICADO, Demissão de professores (que são mestres renomados e com bagagem), Coordenador (Vânia Tajra, era uma coordenadora que brigava sim pelos acadêmicos como o Projeto Pé na Estrada, Núcleo de TV, etc), o Presidente (isso mesmo DEGAS) se comprometer na frente de inúermos alunos, diretor e coordenadores e não executar, dentre muitos outros problemas.

E outra coisa, como será que ficou o caso da FaNor na Bahia? (http://www.atarde.com.br/vestibular/noticia.jsf?id=996810) acredito que todos irão querer acompanhar essa noticia.

Encerramos o ano mandando um recado para todos nossos companheiros de todos os cursos da FaNor, a luta irá continuar e a união faz a força, não tenhamos medo e sim coragem em fazer acontecer, pois o sucesso depende de todos nós.

Um Feliz Natal e Próspero 2009 a todos

Josemar Argollo de Menezes
Vice-Presidente D.A. de Comunicação Social

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Programação Semana da Comunicação, Milton Santos, a natureza do espaço

Olá Companheiros,

Contamos com a presença de todos e lembramos ainda que a entrada é gratuita, confira a programação:




Dia 12 (Quarta)

NOITE
19:30h - Solenidade de abertura da Semana da Comunicação, Milton Santos, a natureza do espaço.
Auditório 02

19:45h - Um panorâmico sobre Milton Santos
Auditório 02 - C/ Ivaldo Paixão

Dia 13 (Quinta)

MANHÃ
08:30h - Debate sobre a inclusão do negro nos meios de comunicação.
Auditório 02 - Debatedores: Kim Lopes e Iraílton Menezes

08:00h às 11:00h - CineClube e debate do filme: Hotel Rwanda (de Terry Georg)
Auditório 01 - C/ Prof. Fábio Freire

09:00h às 11:00h - Oficina de Blog: Como ganhar dinheiro
Laboratório 02 - C/ Fabrício Carvalho

09:00h às 11:00h - Oficina de Maquiagem
Sala de Dança - C/ Oliver Nascimento

10:00h às 11:30h - Palestre: De Zumbi à Dragão do Mar
Auditório 02 - C/ Ivaldo Paixão

TARDE
14:00 às 17:00h - Oficina de Fotografia
Estúdio de Fotografia - C/ Prof. Carlos Gibaja

14:00 às 17:00h - Oficina de Teatro
Sala de Dança - C/ Manoel Torres

NOITE
18:00h - NÓIA - Palestra
Auditório 01

19:00h - Lançamento do Livro "Formação superior em jornalismo uma exigência que interessa à sociedade"
Auditório 02 - C/ Déborah Lima (Pres. Sindijorce)

20:30h - Debate nas ondas da democratização
Auditório 02 - (Debatedores: Luís F. Evangelhista e convidado)

DIA 14 (Sexta)

MANHÃ
08:30 às 11:00h - Cineclube e debate do filme: Eu, um negro (de Jean Rouch)

Auditório 01 - C/ Prof. Nilton Chagas

10:30h às 11:30h - Palestra: Fundação da (UNILAB) Universidade da Integração Luso-Afrobrasileira
Auditório 02 - C/ Dep. Fed. Eudes Xavier

TARDE
14:00 às 17:00h - Oficina de Fotografia
Estúdio de Fotografia - C/ Prof. Carlos Gibaja

14:00 às 17:00h - Oficina de Teatro
Sala de Dança - C/ Manoel Torres


NOITE
19:00h - Jornalista Caco Barcelos
(Experience Day)


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Endereço: Av. Santos Dumont, 7800 Dunas (ao lado da Via Sul)
Contatos:
D.A. de Comunicação
Laurence Bisol 9939.1502
Josemar Argollo 8708.1040 e 8134.3491
Dário Rodrigues: 9643.2916
Hyllana: 8811.4390

Coordenação de Comunicação
Vânia Tajra e Nilton Chagas 3052.4838

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Semana de Comunicação Milton Santos


Mas, uma pergunta, pra muitos fica no ar: Quem é Milton Santos? Parece até ser estranho fazermos uma semana de comunicação voltada para um personagem pouco conhecido, muito atual, é bem verdade, mas desconhecido, por vezes até no meio acadêmico. Milton Santos era um baiano “arretado”, negro, de origem humilde, filho de professores primários, que lhe proporcionaram o início dos estudos, logo aos 13 já falava um francês fluente e tinha uma forte tendência para a matemática. Foi militante de esquerda, formou-se em Direito e sempre teve a geografia como grande paixão. Alguns anos depois, ele seria um dos maiores pensadores modernos, não só na área de geografia, mas também história, economia e filosofia.

Milton soube ler o mundo e muito do que pensou pode ser visto nas novas tendências do pensamento moderno. Ganhou muitos prêmios e títulos, o principal foi o prêmio Vautrin Lud, uma espécie de Nobel na área de geografia. Entre os principais estudos do professor Milton Santos está a Natureza do Espaço, onde ele reestuda o que verdadeiramente é o espaço, do que ele é composto. É com essa proposta que vamos dar início a Semana de Comunicação Milton Santos: A Natureza do Espaço. Na semana vamos dialogar sobre vários aspectos do pensamento desse grande intelectual, genuinamente brasileiro.

Não apenas o espaço será repensado, mas também o preconceito, a globalização... Dessa vez a “festa” é nossa. Nessa semana de comunicação traremos o foco para o aluno. As palestras, eventos e workshops serão totalmente voltados aos alunos da FaNor, que não somente participarão como espectadores, mas também como parte do motor que alavancará as diversas discussões que serão levantadas. O D.A de Comunicação estará a todo momento presente e ativo nesse novo formato, junto à faculdade faremos, a cada ano, eventos que possam acrescentar mais e mais à formação dos alunos de comunicação social da Faculdades Nordeste.

Alexandre Greco
Aluno de Jornalismo

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Meu Sonho

Já se passaram os meses de agosto e setembro, estamos em meados de outubro e tenho que concordar com o Grecco: a sensação é de um esvaziamento em nossa Faculdade. Muitos que estavam conosco no semestre passado sumiram, alguns partiram para outras instituições por não estarem mais contentes com a Fanor e outros simplesmente pararam por diversos motivos.

Eu mesmo quase tive que trancar movido pelo o motivo mais comum, dificuldade financeira. Com isso tive que ficar trabalhando por dois meses em cidades do interior para assim poder me matricular. É a vida de um brasileiro comum que não quer desistir nunca.

Mas confesso que meu retorno à normalidade da Faculdade me deixou preocupado. Nestes dois meses que estive trabalhando no interior freqüentei sempre às pressas minhas aulas, vi alguns problemas e situações, muito mais com espectador do que um representante do D.A. É difícil ver as coisas erradas e não ter tempo para ajudar a resolvê-las por causa da pressão dos compromissos profissionais assumidos.

O que vemos é um desanimo geral, dos alunos, dos professores, dos estagiários, dos donos dos bares e, se duvidar, até das coordenações. É por causa desse novo calendário, e das mudanças dos professores, da falta de estrutura, da saudade de nossos antigos colegas e professores.

É difícil, está difícil.

Mas foi esta faculdade que escolhi estudar, não por causa do Degas ou do Da Mata, mas por uma Historia que tinha ouvido por amigos que aqui tinham passado. Historia de qualidade de educação, de convivência agradável, e de infra-estrutura adequada; e, particularmente, é aqui que quero me formar.

Eu, você, todos nos temos três opções. A primeira sair da Fanor, esta eu não cogito; a segunda ficar calado e fingir que nada esta acontecendo, deixar para lá e aceitar todas esta mudanças que não fomos consultados; já a terceira é fazer o que nós brasileiros sabemos fazer de melhor: não desistir nunca e continuar lutando pela nossa Faculdade, uma instituição mais democrática, mais parceira, e fundamentalmente de qualidade e para fazer com que a nossa convivência seja prazerosa.

Este é meu sonho, e se puder não acordarei enquanto não se tornar uma realidade.

Laurence Bisol

Presidente do D.A

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

FIES, a mobilização continua

Companheiros,


Hoje (18/set), a TV Jangadeiro veio até a FaNor fazer uma pequena entrevista com alguns alunos e que irá ao AR a partir das 12:35 sobre a atual situação do FIES (o fiador agora é obrigatório).

Assistam e mandem seus comentários no Portal da FaNor ou no Blog.

Enquanto isso, o nosso Diretório Academico está a disposição de todos os cursos para que juntos possamos aprofundar essa discursão e tomar um posicionamento.


LEMBREM-SE, TODOS OS ALUNOS DE TODOS OS CURSOS PODEM PARTICIPAR.

Nossos contatos,
Vice-Presidente:
josemarwork@hotmail.com
E-mail:
diretoriotaz@gmail.com
Sala 220 (Corredor da Pós-Graduação)

Saudações,
Josemar Argollo de Menezes
Vice-Presidente D.A. Comunicação FaNor (Gestão TAZ)

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Levantamento

A faculdade aparentemente continua a mesma, falo isso aqui, da mesa de xadrez que colocaram perto das lanchonetes, me parece que realmente leram o zine do Gladson. A luta terá sido cega? Acho que não, pelo menos despertamos em alguns um receio do porvir. Parece-me que muitos alunos resolveram trocar de faculdade e tentar experiências em outros locais, o que na verdade não mudará lá muita coisa. Nossa organização não chega aos pés da organização deles. O que podemos tirar de lucro até então?

Bem, conseguimos uma sala, que embora não saibamos onde será (espero que dentro da Fanor ao menos) temos a certeza que representará uma vitória importante para os alunos de comunicação, teremos o nosso espaço para interagirmos e montarmos discussões que gerem resultados concretos em ações organizadas. Conseguimos uma aproximação entre a direção e o D.A, conseguimos já um debate, que embora confessemos termos pecado em alguns quesitos organizacionais, foi de certa forma, um sucesso comentado inclusive por um dos convidados, a jornalista Deborah Lima.

Há ainda algumas metas que seguem o calendário do grupo, o início da agenda de cobranças e discussões, onde discutiremos com os alunos alguns assuntos pertinentes ao curso de comunicação social, temos a calourada e o trote solidário, que serão realizados no mesmo dia, com certeza, um evento novo em matéria de entretenimento em fortaleza.

Bem, me despeço esperançoso, torcendo por uma maior aproximação dos estudantes com o diretório acadêmico. Estamos trabalhando firme, conscientes das nossas dificuldades, mas munidos de muita criatividade e arrojo.

Alexandre Grecco
[D.A de Comunicação]

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Carta

SE ANTES AS EXPERIÊNCIAS VALIAM A PENA, COM ELA AGORA ERRAR VALE A PENA!

Prezados Companheiros,

Mesmo depois de tantas insistências para que se tenha uma melhor organização, comunicação e interatividade da instituição com seus clientes, parece que não surtiu efeito, pois as gafes não pararam por aí.

Ontem (06/agosto/08) fui assistir aula da cadeira de comunicação e matketing na sala 02 com o professor Júlio César conforme está no meu quadro de horários, formulário de matrícula e principalmente no portal, sendo que após alguns(vários) minutos a coordenadora chega na sala e avisa: Quem está na grade W não é nesse semestre, quem está na X é na outra sala com outro professor e quem está na Y pode ficar, porém os alunos informaram que a orientação que tinham era de estar na sala 02, porém um enorme transtorno. Como podemos ver as experiências valeram tanto a pena que agora, mais ainda, vale a pena errar! Um completo absurdo.

Companheiros, vamos sim munir o D.A. desses e outros acontecimentos para que juntos possamos mais uma vez fazer pressão na instituição a fim de que não aconteçam mais gafes desse tipo e que tenhamos um percurso mais tranqüilo para a conclusão de nosso curso.

Lembro ainda que essa gestão que está à frente do D.A. jamais se cansará em lutar pelos direitos dos acadêmicos e um curso de melhor qualidade, contem sempre conosco.


Josemar Argollo de Menezes
Presidente em exercício
Acadêmico de Publicidade 4º Semestre
josemarargollo@aluno.fanor.edu.br

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Ao Mestre com Carinho


Salmitadas II

Esse maldito estudante que vos escreve se recusa a chamar o evento de ontem de despedida!

Terça, dia 22/07, picanha do miguel...

O engraçado desse encontro era a expectativa em torno da presença do professor Ricardo Salmito que, mesmo sendo confundindo com o garçom Aragão, esbanjou simpatia e aos poucos foi, como é inerente aos monarcas, se socializando e interagindo com a galera que estava presente. As apimentadas Polly - que ontem estava envenenadamente publicitária – e Rebeca, que se entreteve entre a cerveja e a pizza, estavam como sempre; presentes e ativas.

Depois dos devidos “boa noites” e “como vai?”, a cerveja foi ficando meio amarga com os questionamentos acerca da saída do professor, agora, seria o outro lado a ser ouvido e todos poderiam tirar as dúvidas que cercavam a saída de uns dos professores mais bem avaliados pelos alunos.

E ele realmente as tirou.

É preciso que se diga que o professor Salmito nunca declinou “da” ou “na” instituição. Em nenhum momento ele descumpriu as orientações da instituição, o que fazia dele um funcionário exemplar. Os questionamentos que levantava entre os professores e com a direção eram legítimos, porém, mesmo não sendo devidamente discutidos, ele cumpriu com o que lhe foi pedido (como o absurdo do ponto nas férias). Postura de um funcionário correto.

O que parece para nós, alunos ainda – diga-se de passagem – indignados, é que a saída do professor Ricardo Salmito é um questão pessoal do nosso gestor (Degas). Ele talvez não tenha tido um professor tão bom em Stanfort e tenha se sentido ofendido com a qualidade do Salmito ou então os questionamentos estavam se tornando pertinentes e o gestor achou por bem sanar a voz que poderia se espalhar entre o corpo docente. Talvez até o fato de ser mestre e um dos professores mais antigos da Fanor tenha pesado financeiramente na saída do Salmito.

Enfim, o fato é que pudemos constatar que estávamos certos em nossas indagações e a faculdade foi ingênua em pensar que não nos contando não saberíamos os reais motivos da saída do professor Salmito da Fanor. O que deixamos pra intituição é nossa pena; coitada da Fanor que não terá mais um professor como o Ricardo Salmito integrando seu corpo docente.

A pergunta que você faria:
“Coitado de nós que não teremos mais o Salmito como nosso professor!”
Errado!

Temos sim o Salmito como nosso professor. A relação aluno-professor está além das barreiras e dos muros. Não é um palco - como a sala de aula - que fará do Salmito um mestre. A relação se torna uma troca de experiências onde não há mais relação de poder! A saída do Ricardo Salmito da Fanor implica no ganho de um amigo dos alunos que puderam ter a oportunidade de tê-lo como professor. Na verdade não saímos tão prejudicados, não é a Fanor nem os muros que nos manterão longe do nosso professor.

Voltando ao Bar

Voltemos senhores, ao âmbito do circo, do festejo... A noite foi agradável e não desperdiçamos muito tempo falando dos vacilos da instituição, pudemos também apreciar alguns momentos interessantes. O nosso Afonsinho, movido também pela cerveja gelada, externou sua história na instituição e agradeceu ao professor a mudança que ele fez em sua vida acadêmica. Segundo Afonsinho:

Cara você é um mestre e me ensinou muito (com os dedos apontados pro Salmito).

(Vale lembrar que o professor doou o primeiro livro para o projeto de acervo virtual do D.A. O livro se chama “Maio de 68” da série Encontros, editora Azougue. Inclusive disponibilizamos as fotos do encontro no perfil do diretório no Orkut.)

O papo foi ótimo, animado e a cerveja “geladíssima”. O que foi dito a mais desceu nos goles suaves da Antáctica gelada, embora a Boêmia seja bem melhor...

Professor Obrigado!

Alexandre Grecco
[D.A de Comunicação da Fanor]

quarta-feira, 16 de julho de 2008

II Ato

Hoje, dia 16 de Julho, declaramos oficialmente a reedição do Dia do FICO.

Lembram das aulas de História que o professor falava do Brasil colônia e tal? Em geral eram chatas, aquela disputa toda, nego atrás de pau brasil, nos moscada (adorava pronunciar isso), indiazinhas pró ativas, enfim, belezuras do Brasil varonil...

Sem mais histórias pra português ver (me perdoa o trocadilho), temos hoje a confirmação da permanência do nosso querido professor Leonardo Sá (que não vinculo foto por que não sei seu preço de direito de imagem, enfim). Sim, ele permanecerá conosco, mantendo a mesma linha e sem se deixar abater.

Mas...

É necessário que saibamos que ele não dará mais algumas cadeiras, porém cobrirá a vaga em seminários avançados, que era do Salmito e se dedicará à uns novos projetos, propostos por ele mesmo.

Pé na Estrada

Continuará e provavelmente em Outubro será a nova edição, a galera vai pra PIPA. Demais né? Conhecer um projeto bacana pelas bandas de Natal.

Projetos pela Cidade

O Léo vai levar a galera pra conhecer alguns projetos que fazem diferença na cidade. Desde o Serviluz ao Pirambu, a galera vai interagir e conhecer um pouco do que fazem por aí. Tudo ligado a comunicação. Vai rolar também umas palestras que estão diretamente ligadas a esses projetos.

Na Fanor

5 vagas pra TCC e a cadeira de seminários avançados.

Valeu galera, é o recomeço...

[Diretório Acadêmico]

terça-feira, 15 de julho de 2008

Ato I

Salmitadas


Bem, ontem, em nossa digníssima faculdade, tivemos nosso primeiro encontro com a direção da Fanor. Visto que o clima estava instável, sujeito a fortes chuvas e trovoadas, os alunos de comunicação foram munidos de guardas-chuvas de idéias e muita pimenta na boca. Primeiro com nosso amigo Victor Furtado, que logo no início da reunião foi repelido por nosso gestor: Sr. Degas de Stanford:

- Acho melhor não filmar, sabe-se lá o que vocês podem editar, é desconfortável essa situação...
- Porque? (Victor com a câmera em big hiper close up) O senhor tem medo?

Ele não tinha? Pelo que se viu tinha, inclusive um nervosismo crônico, vai ver que é falta de experiências que valem apena. A reunião começou assim, tensa, na mira estavam Degas, Damatta e nossos queridos senhores do silêncio: Vânia Tarja e Nilton.

Degas quis ouvir o que queríamos falar com ele, talvez tenha se esquecido dos últimos 10 dias, onde os alunos da faculdade entupiram seu e-mail e portal com questionamentos e protestos contra a saída do professor Salmito, que provou o porque da monarquia e se comportou, durante esses dias, com extrema ética, digna dos reis de contos de fadas. A reunião começou com as fracas explicações acerca da saída de Salmito e provável de Leonardo Sá. A direção não quis dizer os motivos, disse apenas que os professores não são apenas avaliados pelos alunos, mas que existem outros critérios quantitativos que viriam a ser mais relevantes que nossas explanações qualitativas. Talvez existiu no ar um coisa meio: O Salmito e muito blá blá blá... Filósofo que muito fala e pouco faz. Talvez eles tenham se esquecido do que faz um verdadeiro professor, aliás, esqueceram; o sr Degas falou muito bem da educação americana, onde ele fez “MBA”, o que e isso? Curso técnico?
Todo mundo se expressou e, por vezes, foi impossível manter a calma da galera, que, mais do que correta, anarquizou o ambiente e mostrou quem realmente tem voz. A todo momento, Degas e Cia foram bombardeados por perguntas venenosas que, em sua maioria, voltaram sem nenhuma explicação plausível. Damatta segurou as pontas do gestor, fez uma de articulador, e com muita maestria não deixou que o Degas entrasse pelo cano...

... Opa, um adendo, ontem tivemos a visita de um grilo na sala 12, parece que nossa instituição anda realmente grilada com os ataques da galera...

... Enquanto isso em Stanford, a coisa andava preta, o fanzine libertário do nosso amigo Gladson Caldas que foi, em todas as páginas, bem “malino” (como vovó já dizia) e deixou o Degas na saia justa. Ele diz que se sentiu desmoralizado, chamou o fanzine de “uma porrada”. Gladson se mostrou um grande boxer e com seu Fanzine “Coquetel Molotov” nocauteou a galera meio “dark side”.

Megafone

Realmente a galera veio afiada pra discussão. Vale lembrar a disposição da nossa Polly, que foi bem afiada e botou na parede tanto o Damatta quanto o Degas, que mais uma vez NÃO SOUBERAM RESPONDER a maioria das perguntas que lhe foram despejadas pelos alunos. Outra figura que detonou na reunião foi a aluna Rebeca, que incendiou o fórum e denunciou o apagão do fórum Fanor. Se não bastasse os apagões aéreos, temos também os apagões da web...

... Ops, vale lembrar outro diálogo fantástico do rapaz promissor; Sr. Degas (ele não gosta que lhe chamem de senhor):

- Por que apagaram todos os posts do fórum do Salmito? Por que nunca apagaram as nossos posts normais, mas justamente o do Salmito vocês apagaram.
- Isso não é verdade – diz o sr Degas – Se isso aconteceu é por que alguém apagou!

Diante dessa resposta eu lembro um piada do Fco Dário:

“Vinham dois doidos que há muito não se viam. Quando um olhou pro outro disse:
- Opa compadre faz tempo que não lhe vejo, o que aconteceu contigo?
- Ah! Você não ficou sabendo?
- Não
- Eu descobri que sou São Pedro e sabe quem me disse? Jesus me disse isso.
- Eeeeeeeeuuuuuuu disse isso?"

O nosso presidente também foi digno de nota, as duas vezes que se pronunciou foi conciso, habilidoso e extremamente inteligente, não foi a toa que foi aplaudido calorosamente quando questionou que tipo de identidade podemos criar, junto a faculdade, se a cada dia existem novos professores. A galera pronunciou o nome de todos os professores que deixaram a instituição, foi um momento muito legal.

Reta final

O saldo foi positivo, a faculdade abriu as portas e está imbuída (promessa do Degas) em criar junto com os alunos, uma faculdade mais criativa e menos segregadora. Agora, teremos um acesso maior as decisões e nada vai nos escapar como antes. Mesmo assim, os olhos continuarão abertos e atentos aos deslizes que a Faculdade possa vir a cometer e fica, para nós, alunos de Comunicação, a obrigação de fazer valer apena a experiência Fanor. Não é difícil, se nos unirmos e contarmos com a boa vontade da direção nada impedirá que os futuros vínculos e projetos possam vir a revolucionar a Fanor.

Quanto a direção; meus parabéns, vieram realmente nos ouvir, ouviram e prometeram mudanças. Degas, embora nervoso, se portou bem e deixou claro que as coisas mudarão. O D.A esteve em peso na reunião e mostrou a força de sua voz que, aliada a dos estudantes forma sim o verdadeiro Diretório Acadêmico. Parabéns a todos e salve salve Salmito...


Alexandre Grecco [D.A de Comunicação Social da Fanor]

sexta-feira, 11 de julho de 2008

"Sindbar" abre as portas.



Ontem, dia 10/07, os alunos de Jornalismo compareceram em peso no "sindibar", que é uma extensão do nosso querido Sindjorce - Sindicato dos Jornalistas do Ceará.




A noite foi de muito bate-papo no projeto Conversa Afinada que uma vez por mês trará um tema para ser discutido. Nesse mês, a conversa foi com os blogueiros Roberto Maciel do blog "Sobretudo" (http://www.sobretudo.blogueisso.com/) e Leonardo Fontes (http://www.blog.blogueisso.com/).




Depois da conversa Márcio Fernandes e banda ficaram na responsabilidade de manter o som.
Segunda-feira, dia 14/07, vamos publicar algumas fotos e o relato do dia, tudo no blog de Jornalismo: www.diretoriajornalismo.blogspot.com Confiram!




[D.A de Comunicação Social]


quarta-feira, 9 de julho de 2008

Salmito, terrorista?


Senhores, como todos sabem, o professor Ricardo Salmito foi demitido, o que causou um levante da alunos revoltados na Fanor. Como se não bastasse, a Fanor além de reduzir a grade (sem discutir com os alunos), empurrar aulas on-line, entupir as salas de aula (que não tem estrutura para isso) e manter o aluno longe das discussões acerca dos rumos da faculdade, ela passou a demitir os profissionais que ainda mantém o nível do curso de comunicação lá em cima.
Pelo que soubemos, na quinta-feira, dia 04/07, a Fanor assinou e assumiu o possível ciclo de má vizinhança. Assumindo posição contrária aos estudantes. Pode ser um absurdo, mas coincidentemente a data em que nosso digníssimo Salmito foi chutado da faculdade é o dia da independência dos E.U.A. Parece besteira, mas o que os Estados Unidos da América teriam de parecido com nossa Fanor?
Os debates acerca das posições arbitrárias dos E.U.A pelo mundo afora vem sendo polêmico. A invasão do Iraque, do Afeganistão... Aliás, a invasão americana contra os afegãos é complexa, os E.U.A bancaram as organizações afegãs no meado dos anos 80 ou 90, enfim, não me recordo bem da data, munindo de metralhadoras potentes, canhões estrondosos e tanques megalomaníacos os radicais afegãos aí, como se não bastasse, vem o Bush filho e ataca o pessoal que antigamente foi aliado, chamando a galera das arábias de terroristas.
Já pensou o Salmito de armas e bombas nas mãos? Se bem que conhecendo nosso professor, ele tem sim essas armas, mas joga limpo, por que as metralhadoras do professor disparam sabedoria. Talvez seja ele um terrorista, homem bomba, o fato é que ele foi arrancado dos alunos, assim como os muitos iraquianos e afegãos foram arrancados de suas casas, talvez até de sua pátria sem saírem do lugar.
Mas, como a história infelizmente só é contada na visão dos vencedores, vamos recordar uma situação em que o poderio americano entrou pelo cano? Lembram (acho difícil) a guerra do Vietnam? Muita gente sonha achando que foi o rambo quem venceu a guerra, mas não! O vitorioso foram os vietcongues (não sei se é assim que se escreve), eles saíram vitoriosos com seu poder bélico irrelevante e seu povo "mirradinho". Como venceram a potência americana? Como conseguiram se impor sob aquela chuva de bombas "Napalm"? Com criatividade senhores e senhoritas, criatividade!
Assim vem agindo os alunos da Fanor, usando as ferramentes que lhe cabem para poderem fazer valer suas vozes. Através de e-mails, mensagens no portal, mensagens pessoais, enfim, uma infinidades de "web ataques" que aos poucos estão derrubando um muro. Através de nossa organização poderemos quebrar alguns tijolos e por que não acabar com o muro e, lá do outro lado, nosso querido terrorista Salmito poder voltar a nossa convivência?
Bem, pra isso, estejam todos na segunda-feira que vem, dia 14/07, na Fanor as 19:00, munidos de armas pesadas, como criatividade e voz. Vamos conversar com nossos diretores e dizermos nossas decepções. O D.A de Comunicação Social estará em peso, junto aos estudantes, para discutir e debater as questões que aflingem os alunos de comunicação da Fanor.
Até lá galera,
Alexandre Greco [D.A de Comunicação Social da Fanor]

quinta-feira, 19 de junho de 2008

O que há com a Educação no Brasil?

Caros (a) Companheiros(a),

A Educação do Brasil não passa por momentos de glórias e sim preocupantes.

Em 13/01/2007, o MEC (Ministério da Cultura) estabeleceu o mínimo para a carga horária dos cursos de edução superior conforme seu parecer (CNE/CES nº 08/2007 http://portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/2007/pces008_07.pdf).

Com esse mínimo estipulado, a instituição, que é uma concessão pública de direito privado quiser abrir algum curso, terá que seguir essa forma para funcionar regularmente.

Claro, desde aquele Governo de safados onde abriram a edução superior (concessão a instiuições) como se vende carne em açougue de esquina em esquina, fizeram da educação o que não se deveria fazer em um país sério, onde os profissionais que estão sendo formados estão pelo amor de Deus escrevendo até açougue com SS. Crianças, analfabetos e até quem não faz a prova passando em vestibulares, aonde isso foi parar? Será que é para que nosso povo não tenha cultura, não tenha inteligência para entender os problemas do nosso país? Em Cuba vemos o contrário, a população é extremamente culta e não deixa ser dominada.

Voltando ao assunto:
Entenda que o mínimo estipulado é como o salário mínimo de um trabalhador, onde o ele tem um mínimo para ganhar e não é obrigado a reduzir seu salário de R$ 1.200,00 para R$ 415,00, por exemplo, um completo absurdo!

Em Fortaleza(Ceará), várias instituições de ensino superior sob orientação de alguém muito esperto em economia, estão retroagindo com sua carga/horária, a exemplo disso, um curso de comunicação que estão ofertando 3.200 horas durante 04 anos estão reduzindo para 2.700 horas para também em 04 anos (detalhe, uma perca de quase 15% de conteúdo).

É muito contraditório, pois o MEC é claro quanto a essa portaria, mínimo é mínimo, e não uma obrigatoriedade de se nivelar por baixo para quem está acima e sim se estiver abaixo do estipulado, para que assim se enquadre.

Outra coisa que é alarmante também, são que as instituições dizem que fazem a diferença por terem conteúdos afim de que você tenha uma experiência na faculdade que realmente venha valer a pena para ingressar no mercado de trabalho e toma esse tipo de postura.

Pergunta:
Como um acadêmico que iria usufruir de 3.200 horas/aula sairá mais capacitado tendo apenas 2.700 horas?
Se me provarem o contrário, mudo meu discurso.

O que fazer nessas horas e com essas horas?
Fortaleçam a união dos acadêmicos em torno dessa problemática, façam valer mesmo a representatividade de vocês acadêmicos através de seus Centro Acadêmicos (C.A.), Diretórios Acadêmicos (D.A.) e Diretório Central Estudantil (D.C.E.), barulho com a União Nacional dos Estudantes (UNE), abaixo assinado protestando esta prática, realizem assembléias geral com os estudantes e discutam o assunto, conversem com seus senadores, deputados estaduais e federais, vereadores, prefeitos, governadores, representantes de movimentos sociais para que se engajam nesta discursão. E acima de tudo abram um diálogo com a instituição sobre esta questão, pois apesar de tudo, somos clientes e os "prestadores de serviços" não querem criar indisposição com seus clientes, façam prevalecer seus direitos. Quem tem a perder somos nós, exclusivamente, para a instituição é simples, saem X entram X elevado ao quadrado.

Lembre-se:
Essa redução não é para apenas o curso de comunicação, mas para todos os cursos conforme o PDF da resolução (http://portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/2007/pces008_07.pdf)

Considerações finais:
O único interesse nisso tudo chama-se: DINHEIRO, DINHEIRO, DINHEIRO, é a maldição do capitalismo selvagem.

Josemar Argollo
[Vice-Presidente do D.A de Comunicação]

quarta-feira, 18 de junho de 2008

"Entre os muros da sala"


Essa é uma questão que venho observando nesses últimos dias do semestre. Vejo os corredores da Faculdade lotada de alunos correndo pra lá e pra cá atrás de suas notas. Os professores atordoados, buscando suas pranchetas, vendo o número de faltas, somando e dividindo avaliações. O certo é que alguns riem, outros choram, eu, invariavelmente, só olho. Penso nessas palavras; faltas, avaliações, reprovações, provas, aprovações... Todas dignas de um quartel general. O professor assume a patente do general, aliás, digamos que ele seja o tenente, ele vigia e pune, mas tem um general que observa tudo à distância e quando o tenente não pune é por que se tornou negligente ou subversivo.

Alguns professores então exercem o poder ao extremo. Reprovam aluno por falta, mesmo o estudante tendo atingido as notas, distribuem suas cadeiras numa tentativa horrenda de ter os alunos em seu raio de visão, vigiam o estudante para que ele não olhe a prova do outro. Na verdade o ato da avaliação é um momento de tensão desnecessária, e o pior, aquele momento, durante o semestre inteiro, é o momento crucial para o aluno, como se este não houvesse estudado, participado das aulas e feitos outras avaliações mais corriqueiras. Muitos vão perguntar; mas como manter o controle? Mas que controle? Pra que controle? Por que os muros, por que as salas com pedestal para os professores?

O professor infelizmente vem como o detentor do saber, a pessoa que lhe doutrinará e como ele tem de seguir uma “cartilha”, que é imposta por um órgão governamental, logicamente o que ele passa é a filosofia do governo. O estado manipula a educação, em grosso modo: Estudamos o que o estado quer! Me lembro então de um professor que sempre me diz: “os sonhos do estado são nossos piores pesadelos”. Somos então objetos de manipuláveis, então qual seria a saída dessa amarra que se tornou a educação no Brasil? Talvez o professor como instrumento do saber, tendo, em sala de aula, uma participação menor que o aluno, será?

Acredito que deva haver formas alternativas de educar. Vamos ao projeto Casa Grande, no interior do Ceará, mais precisamente em Nova Olinda. Os alunos têm formas diferentes de olhar o mundo e não através dos olhos do professor. Eles interagem com sua cidade, história e cultura através da tecnologia, através da comunicação e da arte. Eles têm cursos de cinema, fazem programas de Tv e de rádio, tem teatros e oficinas de música. Como levar crianças humildes do interior do Ceará para o mundo? Que tal levar o mundo para o interior do Ceará?

Herbert Marcuse, filósofo alemão da escola de Frankfurt, disse que a nova revolução não viria mais dos operários e sim de outros setores da sociedade, como os estudantes, artistas e “apartidários”. Os operários estão calados, seduzidos pelo consumo de bens materiais. Não quero levantar bandeira de revoluções, aliás, quero sim, a revolução diária, a contestação diária, as formas legítimas de se burlar o sistema que oprime. Vejam os professores, só lhes restam à patente de tenentes para que mantenham seu orgulho, pois o resto lhes foi tomado.

O que temos de nos ater é sobre os conceitos de educação que vigoram em nossa sociedade, nada de muros, de notas, faltas, cadeiras geopoliticamente distribuídas em sala, nada de opressão, onde há governo há manipulação. A sala de aula é um território de leis subjetivas, intrínsecas a cada um, o saber deve ser distribuído a todo o momento não importando a quem ou quando. O professor apenas é um agente que facilita nossa inserção nesse mundo. A forma de olhar tem de ser individual totalmente livre dos olhos do estado.

Alexandre Grecco
[Diretoria de Cultura]

quinta-feira, 22 de maio de 2008

"Ao vencedor, as batatas"

A frase é de um livro que li na oitava série. Um filósofo falava sobre uma guerra em que os vencedores ganhariam batatas pra poderem comer e sobreviver. O que não tem exatamente a ver com o que eu quero falar aqui. É mais porque o personagem do livro que ouvia o filósofo achava que tinha sido um vencedor na sua vida e que tinha ganhado as batatas. Só que ele não percebia que eram apenas batatas, não significavam nada.

Nós vencemos. Clap clap clap pra nós. Mas são apenas batatas. As vitórias de verdade terão de vir a partir de agora. Nós demos a um grupo de pessoas o que elas mais precisavam: alguém em quem por a culpa. Porque agora, além de culparem a faculdade por um serviço mal feito, vão culpar o D.A se ele não fizer nada. Desculpe essa injeção de pessimismo, não é querendo desanimar, é apenas um sentimento de “Vixi doido, é tanto problema, e agora, por onde eu começo?!”. Ouvi por aí coisas interessantes como “não, agora o DA vai resolver tudo”, ou “mas também se eles não resolverem, ninguém mais resolve”, e até “Eita, era pra votar no SIM?! pensei que era NÃO (contra a redução da carga horária)”. Isso ilustra a repercussão que estamos tendo. Não é lá uma Rede Globo manipulando as pessoas, mas não dá pra negar que temos um bom poder de opinião, que por sinal é a especialidade de quem faz Comunicação: mostrar os pontos de vista para as pessoas.

Eu não entendo nada de política, não sei como as coisas funcionam. Nunca entendi porque o Lula não salvou o Brasil. De onde sai o que é preciso para fazer o que é necessário? Eu acho que só precisa de gente disposta a procurar (procurar mesmo!) como se fazer, e é por isso que eu estou dentro. E sem desonestidade, sem dizer que dá pra fazer uma coisa que não dá, sem promessas. A gente diz uma coisa que deveria ser feita, a gente tenta fazer, mostra como aconteceu e vê no que dá. Sempre deixando tudo bem claro entre todos. Pra que não subamos num pedestal que a gente tanto critica.

E mais uma vez recorrendo às batatas: que nós aprendamos a segurar a batata quente na nossa mão, ao invés de ir passando. As coisas não estão funcionando até agora por causa disso. A batata sai da mão do dono da faculdade, vai pro diretor, passa pelos coordenadores, professores, chega pegando fogo na mão dos alunos que jogam a batata quente de volta, e o problema nunca se resolve. Foi a gente que escolheu se queimar, então façamos jus a empreitada.


P.S.: É claro que quanto mais gente pra segurar isso, quanto mais ajuda dos alunos, menos a batata queima.

P.S.2: E chega de batatas.


[Gladson Caldas - Diretor de Rádio e TV]

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Valeu a pena a experiência

Experimentar não é absorver situações e se calar diante dos questionamentos que nos surgem, muito pelo contrário, experimentar é adquirir mais formas de estar no mundo e absorver um pouco mais das outras pessoas. A experiência meus caros, muitas vezes, podem ser faróis que se voltam pra trás, em tentativas desesperadas de se apegar ao táctil, explorado, gasto. Experimentamos essas explosões de novidades nos últimos 40 dias (segundo meus falsos cálculos), onde, levantando bandeiras de resistência, pudemos nos entregar a arte de se fazer um movimento estudantil.

Não, não fizemos passeatas, mutirões, guerrilhas, aliás, fizemos sim, nossa micro guerrilha, que não se impôs com armas, qualquer que fosse, mas que se mostrou firme nas idéias, como sempre ressaltou o companheiro Arquimedes. Estávamos munidos de paixão, certeza, indignação e um pouquinho de loucura, pra temperar o baião de revolução que ressôo nos corredores da Faculdade. A rádio peão, as reuniões em lugares abertos, algumas vezes fugindo da chuva, se esquivando dos pingos, mas com os ouvidos/mentes ali se renovando nas palavras do Laurence Bisol, que inflamou as reuniõess e debates.

Uma vitória fácil? Chapa única, primeiro movimento conciso no curso de comunicação, isso não é motivo para se comemorar? Talvez sim, talvez não... É por que conseguimos agradar a maioria, ou por que conseguimos agregar valores que necessitavam ser encaminhados. Mas ao mesmo tempo, no momento que não há chapa rival, fica um certo desânimo pela falta de oposição inteligente, que possa vir a somar nos debates, afinal, como diz Nelson Rodrigues; toda unanimidade é burra!

Mas quanto às burrices, deixemos com os veterinários, eles sim são especialistas nesses animais simpáticos. Agora o compromisso é com urnas, embora só tenha um nome, a eleição continua existindo. Não vamos deixar que essa Zona Autônoma Temporária (TAZ) caia no esquecimento ou simplesmente se apague, se torne apática e acomodada. Vamos sim, lutar pelo que estamos conseguindo com pequenos, porém importantes passos, e quem sabe nesse jogo da amarelinha possamos alcançar o céu (se é que você me entende).

[Alexandre Grecco - Diretor de Cultura]